quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

E sem o seu trabalho o homem não tem honra

Já partindo do pressuposto que minha emoções estão alteradas e que tudo que vivo aqui vem em dobro ou triplo, queria falar só sobre meu experimento e como o atraso dele ou quando qualquer coisa sai do rumo normal, me altera, me deixa nervosa e irritada.

Como diria o poeta Gonzaguinha na musica Um Homem Também Chora (Guerreiro Menino)



... Guerreiros são pessoas
Tão fortes, tão frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito...
....Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sono
Que os tornem refeitos....
 Minha estadia aqui é em razão do desenvolvimento profissional.

Sim ao menos o motivo que me trouxe e me financia. O que não me impede de vivenciar outras coisas e aprender muito, o tempo todo, experiências fantástica que levarei por toda vida, especialmente por vir de um país ‘em desenvolvimento’ que acreditem ou não, é muito bom, pois nos torna absurdamente mais fortes, corajosos e destemidos, mesmo que você não acredite, comparado com pessoas nascida e criadas em países ‘desenvolvidos’ nós, “tupiniquins” somos muito diferentes.


Nesse momento vivo exclusivamente de bolsa, sim bolsa, não é bolsa família ou gás, a que todos criticam, mas sai da mesma fonte, ou seja, o é mesmo “dinheiro” a diferença esta nos requisitos para obtenção e duração desta, o que me faz ser uma privilegiada, mas que ralou um bocado para chegar até aqui.

E sabem, também nesse aspecto nosso pais está de parabéns, sei que faço parte de uma minoria, mas mesmo assim, o programa ciências sem fronteiras, ao menos para mim, estudante de doutorado, fará uma mega diferença em minha vida profissional e pessoal, e sim terei o prazer de devolver ao Brasil em trabalho cada centavo investido em mim.
Não tenho me sentido muito bem, não sei se é saudade dos meus ou se é apenas frustração por meu trabalho desenvolvido aqui não estar andando como deveria, ou, como eu queria que estivesse.
É frustrante lutar tanto para conseguir uma bolsa sanduíche, lutar com o seu cérebro pra melhorar no inglês e superar a absurda diferença de fuso. E aí, você tem que se adaptar ao sistema, esperar a burocracia e ver seu tempo passar sem poder fazer muita coisa.
 Sei que absolutamente tudo que estou fazendo aqui é valido, e também sei que exijo demais de mim mesma, sempre. Mas, essa coisa de se cobrar não passa, meu senso de responsabilidade grita toda vez que me mandam esperar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Queria produzir mais, aprender mais, levar mais para o meu país, mas fazer o que, esperar e torcer para dar tempo de fazer tudo.



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Cinco meses



Cinco meses aqui na Austrália, e nossa nunca “vivi” tanto.










É engraçado como estar longe de casa há um tempo relativamente curto age de maneira diferente por estarmos fora do país, sei lá, ao menos para mim é como se todas as emoções ficassem duplicadas, quadruplicadas.





Línguas diferentes, sim, não se houve apenas o inglês, rostos diferentes, luz, cheiro, cor... é bom conhecer, ver, viver, mas ao mesmo tempo vem aquela nostalgia e a comparação, a vontade de que no Brasil as coisas funcionassem como funcionam aqui, mas ainda falta.... falta a energia do povo brasileiro, essa sim é incomparável.











E daí você passa a viver as coisas como se elas fossem a primeira e a última vez que ta fazendo aquilo, porque de fato talvez o seja, você vai num final de semana conhecer uma praia, e você tem aproveitar aquilo, de fato como se fosse a sua única oportunidades, pois você não sabe quando terá a oportunidade de voltar lá de novo.





E assim vai... você se apega as pessoas á sua volta de uma maneira absurda, carente e sei lá, até pegajosa, coisa que nunca fui, eu sou grossa, lembra grossa!!!! Para com essa carência, que saco!!! 




Mas... é isso mesmo, minhas emoções estão alteradas.






Existem momentos eu que acho tudo tão bom que quero ficar para sempre e momentos em que quero voltar já, amanha... não, hoje, agora!!!!












(Grupo de maracatu na Australia, era composto de maioria "gringa", agora que chegaram alguns brasileiros) 




Sim, o australiano sabe viver e aproveitar o bom de seu país, só o ritmo de trabalho que pra mim, Brasileira, Nordestina e Mulher, que dá nó em pingo d’água, acho lento e me frustro com o ritmo das minhas pesquisas, mas é justamente por ser tudo que descrevi acima é que não desisto, e sim, vou fazer dessa experiência aqui o melhor que eu puder, seja ela profissional ou pessoal, ou os dois!!!


(Grupo de pesquisa de Food Sciences, 90% são estudantes internacionais, 10% são australianos)


Então eles virem passar as festas de fim de ano comigo, aproveitar a oportunidade, viver tudo de fato como sendo único, foi muito bom tê-los aqui por um tempo. E, é claro aprender com tudo, absolutamente tudo que estou vivendo aqui.




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Aprendendo a perder

Desde que entrei no doutorado tenho perdido e ganhado muitas coisas, como todo e qualquer caminho que uma pessoa decida seguir, completamente normal.




Perdi o contato diário com minha família, e amigos, mas reuniões como essa da foto preenchem qualquer espaço no coração.







Desde que cheguei aqui na Austrália, tentando pensar por uma ótica diferente, tenho perdido muito mais que ganhado e isso é realmente muito bom!!!


Perdi a minha pressa em resolver as coisas e com isso Perdi quilos de preocupação...
Perdi a necessidade de resolver tudo, para todo mundo...
Perdi a consciência pesada quando estou me divertindo...
Perdi o medo de falar e (sobretudo) de ouvir o inglês nativo ...
Perdi ainda mais meu medo de errar ...
Perdi peso, pedalando meus 11km diários ida e volta até a faculdade ...


E é claro como a vida não é só de perdas também ganhei.

Ganhei amigos internacionais China, Paquistão, Nova Zelândia, Chile, Peru, Holanda, Inglaterra ... Austrália (alguns apaixonados pelo Brasil)





Ganhei a oportunidade de tocar em um Maracatu, escalar, sair com amigos e viajar, tudo em apenas uma semana e sem fazer extravagâncias, juro.



Ganhei jovialidade e energia



Ganhei qualidade de vida







Sei que minha vida aqui e dessa maneira, não é definitiva, mas o que é???

E confesso que tenho gostado desse jeito Australiano mais despreocupado de viver.



Sim, vim até aqui para estudar, e tenho o feito diariamente de segunda a sexta, com responsabilidade e dedicação.




Mas sem correr contra o tempo, sem achar que vou ser crucificada se não o fizer, sem me cobrar demasiadamente.



Sei que ainda tenho muito á Perder, mas por enquanto estou satisfeita com meu saldo.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A vida é realmente muito boa

A vida é realmente muito boa, e além de dar muitas voltas te dá inúmeras oportunidades!!


Nasci em Recife, num lugar simples e humilde. 

Meus pais sempre me ensinaram a cultura da minha terra, principalmente minha mãe. 



Lembro de eu pequenininha, fantasiada de alguma coisa, na Av. Dantas Barreto, com meus irmão e primos, vendo o voar dos Caboclos de Lança ao som dos Maracatus.



Depois mais velha e graças a intervenção ‘divina’ de Chico Science, lembro das ruas de Recife e Olinda ecoarem os tambores das alfaias. 


E todo carnaval eu me extasiava com a explosão de cultura, meus amigos escaladores sabem, adoro a escalada, mas o feriado do carnaval eu não abro mão.

Aí, com essa onda de ‘gente normal’ tocando Maracatu, sempre tive vontade de tocar, mas quando tinha tempo não tinha dinheiro e quando tinha dinheiro morava em outra cidade, kkkk, e nunca consegui conciliar as duas coisas.




Daí entro no Doutorado e penso, ai meu Deus, mais quatro anos da minha vida e não terei a oportunidade de tocar em um Maracatu!!!

Então, A Vida vai e fala_ Você quer isso mesmo minha filha, presta bem atenção ao que você ta querendo!!!! E eu decido que quero fazer doutorado sanduiche e venho para a Austrália.

Os primeiros 30 dias foram muito bons, muita novidade, mas aí comecei a me sentir um pouco sozinha, mas, mesmo assim engolia isso e ia conhecera cidade sozinha!! Eis que um dia entra uma Brasileira na minha sala (coletiva) de estudo!!! Pronto era só o que eu precisava!!!! O encontro foi bom para as duas, eu a ajudava nas dicas de adaptação e ela a compahia que me fazia falta.

Num sábado ela me convida para um churrasco na sua casa, pessoal super legal. E aí a amiga australiana dela me manda abrir um armário, e o que eu encontro?????
Uma alfaia, um abê e um monte de roupas de Maracatu, quase pirei!!!! Ai ela me convida a ir ver os ensaios deles nas terças feiras!!! Uhuuuuu to no céu!!!

Na terça to eu lá no lugar do ensaio. 



Pra melhorar a situação encontro duas pernambucanas, uma que mora na Austrália há 24 anos Catarina e Laura que ta no Ciências sem Fronteiras. 


Gente, meu coração parecia que ia sair pela boca. 



Nosso “mestre” Paul, um Inglês Doutor em microbiologia do solo, que conheceu o Maracatu na Alemanha, que tem um puta “cabeção” e sabe todas as batidas do Maracatu, detalhe, isso fazem apenas três anos.




Eu nunca imaginei que tocar um instrumento fosse tão difícil, descobri que minha coordenação motora é bem fraca (kkkkk), além disso, eu fico super nervosa só de entrar na ‘roda’ pra tocar, meu Deus, Eu nascida e criada na terra do Maracatu, estou tendo a oportunidade de participar de um na Austrália!!!! O mundo é mesmo muito pequeno!! Obriga Universo por conspirar ao meu favor.

Fora isso vocês precisam ver o tanto de ‘gringo’ que é apaixonado pelo Brasil e cultura brasileira aqui, bonito de ver!!!

domingo, 13 de outubro de 2013

Regras da University of Queensland


Bem... pra começar o que posso dizer a respeito da faculdade é organização e estrutura.
Sim, não é por acaso que ocupam o top 100 do mundo, e posso dizer Top 10 das faculdades mundiais em Agrárias.


Eu como boa brasileira e acima de tudo nordestina posso dizer, cheguei com "fome", fome de tudo que a faculdade pudesse oferecer, a ansiedade já me consumia em virtude dos problemas com o visto e pelo fato de eu ter "perdido" de acompanhar o experimento com as vacas.

Eles tem seu jeito de trabalhar, que graças a Deus não é igual aos USA, viciados em trabalho, nem igual ao Brasil, que da nó em pingo de d'agua pra fazer pesquisa, principalmente no nordeste!

Na minha primeira semana me apresentei ao RH, que me inicia no sistema,gera para mim um login e uma senha para ter acesso as facilitações aos pós graduandos.

'Ganho' uma chave (me custou AU$50,00 como caução para não perdê-la) de uma sala compartilhada de estudos. E acesso a uma sala de café, onde tenho direito a usar uma geladeira e microondas compartilhados, café, leite e chá, grátis, só compre sua própria caneca.!!!

Tá e agora o que eu faço??? amanha você vai ao prédio tal, para ter uma aula sobre os riscos de se trabalhar nos laboratórios e como agir em incêndios ou coisas do tipo.

Ta ok, meu cérebro ainda ta meio lento, consegui entender 75% do que a mulher disse, ai que alívio, tenho um monte de formulários para preencher, e cara, eles leem cada linha, impressionante, ou seja não faça a leitura dinâmica brasileira e saia marcando os 'X' que você se da mal!!! kkkkk

Ok, formulários preenchidos cuidadosamente e assinados por mim e pela professora, dizendo exatamente os trinamentos que tenho que fazer para poder Entrar nos laboratórios da Universidade, sim, Entrar, sem o treinamento devido você não pode nem entrar!!!

Tuuudo bem!!! e agora o que eu faço????, agora você espera o login e senha serem validados para daí iniciar as aulas de risco e acesso na internet!!! afff esperar mais??? Esperei quase uma semana até descobrir que o login e senha eram entregues fisicamente em uma carta na caixa de correios dos pós graduandos, a minha carta ja tava lá ha dias e eu não sabia. Ai meu Deus!!

Daí com login e senha, tenho agora acesso a e-mail próprio da UQ, acesso a biblioteca e finalmente as aulas de risco e tal....

Entro com meu login e senha e faço cinco aulas de risco de incêndios, acidentes químicos e uso de EPI, bem interessantes, depois tem as provas, você as faz on line e o resultado vai direto para seu orientador que da a aprovação final, massa, agora posso começar nos laboratórios?????????

Claro que não, agora você tem que fazer uma Iniciação de risco ao vivo com o responsável pelo laboratório!!! ai meu Deus, juro que me controlo e não saio correndo daqui de tanta burocracia, um mês aqui e não consegui entrar nesses benditos laboratórios!!!!


Pois bem, mando um e-mail para a Lady que vai me ajudar, ela responde_ Ha toda segunda faço as aulas de iniciação aos riscos, te encontro lá!!! caramba, mas hoje ainda é quarta!!!!

Confesso o chip brasileiro da "agonia" tava me deixando louca, a pesar de estar em uma cidade linda, e com tempo para conhecer tudo, me sentia frustrada!!

Sei que fiz a indução de risco com a mulher que me ensinou como proceder em cada situação que eventualmente pudesse ocorrer.






Ta ok, terminei e agora o que eu faço??? kkkkkkkkkkkk


Agora você tem que fazer um Staff Card, que literalmente abre as portas para você, abre eletronicamente.

Nesse passo, que se tivessem me avisado antes já teria resolvido uma estudante Paquistanesa Rashida, (da foto ao lado) que fica na mesma sala que eu ajudou a resolver, mas ainda assim "perdi" mais dois dias!!!



Para entrar nesse laboratório você tem que estar usando sapatos fechados, óculos de proteção e o jaleco, sim, simplesmente entrar, fora os vários tipos de luvas e coisas do tipo que estão sempre disponíveis para você usar!!!



Gente quando consegui entrar no laboratório, juro deu até vontade de chorar!!! 
 Só fiz besteiras no laboratório, porque agora eu tinha que ter aulas de como utilizar os equipos, mas aí ja é uma outra história!!! É cada dia uma vitória de verdade.

Essa maquina serve para você fazer diluição de produtos em pó, nesse caso diluindo leite em pó.

Hoje ja estou mais acostumada com a rotina australiana, mais calma, bom pra mim desacelerar um pouco, só tenho que me cuidar para não ficar mal acostumada!!!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Brisbane festival


O festiva de Brisbane é tipo uma abertura da primavera, são quase 20 dias de eventos gratuitos e pagos que envolvem atividade ao ar livre, teatro, dança e shows.


na foto 'aborígenes' fazendo apresentação de dança e música.






A abertura é um show de luzes e som feito de dentro do rio, belíssimo.

Tentei participar das atividades grátis pois estou com dinheiro contado.




Essa roda gigante fica aí o ano todo! a The Wheel of Brisbane. e voce paga uns AU$ 16,00 pra ver a cidade do alto.
Na ultima sexta aconteceu a Symphony at the Riverstage.



É um show sinfonico grátis, que acontece na beira do rio em um gramado ladeirado que dá para a conha acústica. o show estava marcado para iniciar as 7 da noite e como tudo aqui é muito pontual saí de casa 5:30, gastaria uns 30 min no trajeto até o centro, mas uma caminhadinha chegaria com folga!!!


Cara, cheguei no City Botanic Gardens, que fila gigante, famílias e famílias.

famílias em peso vão com suas sestas de piquenique!!!

E eu sozinha, chamei uns amigo brasileiros, mas não quiseram ir.

Apesar de não ter o costume de ouvir música clássica confesso que é um espetáculo arrepiante, muito bonito mesmo, e é claro o maestro faz toda a diferença, porque ele fez a platéia "participar" batendo palmas e tal, muito bonito mesmo.

No sábado fui novamente desta vez o e espetáculo seria de ópera. Desta vez resolvi sair um pouco mais cedo de casa para ver melhor o Botanic Garden e não pegar fila.

No caminho encontro uma cedirante se locomovendo co certa dificuldade, pergunto se ela quer ajuda, pois vejo que no caminho terá uma pequena ladeira logo mais a frente. Ela responde que sim!!

Começo a empurrar a cadeira, ela me 'guia' um pouco, direita esquerda e tal, a ladeira começa, nunca imaginei que uma cadeira de rodas pesasse tanto! Senti um pouco de dificuldade, ela então diz_ Nao da pra ir mais rápido??? eu solto um 'gemido' do tipo urrr !!!! to tentando, Ela então me diz para virar a cadeira de trás para frente, pois puxando cadeira as fezes facilita!!
É... de fato facilitou, mas o peso continuava, me fu..... Ai pela graça divina vem aproximando-se um trio, um dos caras me vê 'sofrendo' e oferece ajuda, quando ele pega a cadeira e percebe o peso, pede ajuda a o outro cara que vinha com eles.

Ele me pergunta como eu tava conseguindo, eu, explico que tentava apenas ajuda´-la. A ladeira da uma pausa mas logo em seguida vem outra, Ele continua a empurrar, a ladeira termina, aparecem alguma pessoas que trabalham para o festival oferecendo roteiros e tal, a cadeirante se distrai e em NENHUM momento agradece ou dar um chauzinho, piscar de olho, nada, Ela nem nos olhou e foi embora!!
Eu envergonhada por ela, agradecí ao cara que gentilmente me parabenizou pela inciativa Eu o agradeci novamente e fui buscar meu lugarzinho no gramado para ver o show!!!
É, não sei da vida dela, mas sim, esperava ao menos um obrigada.

O show foi lindo mais uma vez, mas confesso que gostei mais do de ontem, tudo muito bonito, mesmo sendo de graça, pessoas muito educadas.
Evento público em local não específico para grandes shows, mas com banheiros limpos (não que alguém limpe toda hora, as pessoas usam com educação), chão limpo e lixeiras abarrotadas!!
Muito bonito



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Impressões de chegada



Bem... de tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, tantas novidades vou tentar falar para vocês minhas impressões tá!!

O inglês no início chegava com atraso em meu cérebro, como se fosse processado em marcha lenta, como se eu precisasse virar um botão em minha cabeça e dizer, pronto agora você pode falar inglês!!! Kkk .




O pior é que são tantos sotaques e tantas línguas que o que menos eu vejo são “australianos de verdade’, mas uma certeza, chinês tem de rodo!!!kkk

Você vê árabes com turbante  e mulheres de cabeça coberta e também de burca, até dentro da faculdade, umas acham pouco e pões óculos escuros, Indianos em trajes típicos e não, meninas de short e saias curtíssimas mostrando a bunda e ... 
Ninguém liga, pin ups tatuados e vestidos á caráter, chineses de ‘pijamas’ de urso/pelúcia (são peças inteiras, até com capus de bichinho) na rua, australianos descalços, cabelos azuis, roxos verdes..., africanos vestidos á caráter, engravatados, mulheres lindas, trabalhadores da construção civil sujos e empoeirados, colegiais com aquelas fardas que me parecem dos anos 1950, homens escoceses de kilt, todos comendo na praça de alimentação do shopping do lado de qualquer um, e sim ninguém liga, não é maravilhoso!!! 


Esse caldeirão de pessoas diferentes e ninguém olha pra você torto por sua cor roupa ou qualquer coisa, eu é que tava bestificada com tudo!!!!



As pessoas de maneira geral são altamente simpáticas e sorridentes, se você pergunta algo eles fazem questão de dizer. Me ‘perdi’ algumas vezes pelas ruas ou tomando o ônibus errado e sempre que perguntava todos me explicavam pacientemente. Mas, é só isso, são simpáticos até aí, mais ou menos uns 5min, depois disso dizem tchau e boa sorte!





Outro dia peguei um ônibus para tentar achar um restaurante brasileiro, mais uma vez peguei o ônibus do lado errado da estação, mas antes de percebê-lo, vi que o motorista dizia a TODOS que entravam ou saiam do ônibus 

_Bem vindos ao ônibus feliz!! Deem um sorriso e pagarão pelo meu serviço!! O sorriso transforma seu dia, ajuda a emagrecer e enobrece a alma!!! Kkk


Uma figura, quando percebi meu erro e fui falar com ele, ele já disse _você não pegou o ônibus errado você pegou o ônibus certo porque você esta viajando no ônibus feliz e isso fará de seu dia melhor!!!! 

Gente o cara é uma figura, até fanpage ele tem.

Sei que ele me deixou ficar no ônibus para dar a volta e me deixar no lugar certo (to craque nisso), e ainda perguntou sobre a Floresta amazônica e Rio de Janeiro!!! kkk

Mas apesar de toda essa simpatia tem gente chata sim! A menina que divide a casa comigo e chinesa e seu namorado americano, no dia que cheguei ela foi simpática e até perguntou o que havia acontecido ao meu visto para demorar tanto e tal, mas depois....

Primeiro percebi que o prato que eu havia comido ontem tinha sumido, depois foi a caneca e uma cuiasinha de cerâmica, bem pensei devia ser ela que comprou e achou que eu estava invadindo seu espaço. Então tá comprei minha própria caneca (já tinha que comprar uma pra usar na copa da facul mesmo) e uma cuia para comer granola com iogurte.

Depois usei uma torradeira que tinha em cima da geladeira, juro que a deixei limpinha do jeitinho que achei, o que aconteceu depois????? Ela a escondeu, kkk!!! E isso ainda aconteceu com um pote descartável que pus a manteiga e com umas besteiras que não tinham o nome dela e não tinha como eu saber, comecei a pisar em ovos e me chatear, até que acontece a gota d’agua!!!!

Estava eu lavando a louça, minha louça, e ela vira para mim pega a esponja de lavar pratos e fala _Isso é meu e de meu namorado!!!! Eu, quase sem fala, digo _Hã desculpa não entendi, aí ela fala _ A esponja e minha e de meu namorado você deve comprar  a sua...

Gente tive vontade de mandar a menina se f.... !!!
Mas, me controlei, respirei fundo e disse _Ok, tudo bem!!!

Aí fui prontamente escrever um e-mail para o dono do AP contando tudo!!!! Ele (muito bonzinho sempre) me pediu calma e disse que essas coisas eram dela e que ela usava do jeito que achava melhor, mas que eu conversasse com ela!!! Eu passei a ignorar a criatura, e tudo que eu pretendi usar perguntava e ela se era dela ou da casa. 
Puts, deu vontade de mudar de casa e sair de perto daquela chata, ahhhhh!!!

Mas eu sabia que isso acabaria, ela estaria indo embora no fim do mês (devia ser esse o motivo da TPM) ia voltar a Taiwan e deixar o Boyfriend americano aqui!!! E sabe o que foi melhor (sem vingança) ela deixou na casa TUDO o que não me permitira usar, acreditam, TUDO, panelas, liquidificador, torradeira, até comida, pois é claro não cabiam na mala, e o namorado dela que mudou-se tão pouco os levou!!!! E eu então, reuni tudo liguei para os donos e avisei que ela havia deixado tudo isso aqui, e o que eu deveria fazer, kkkkkkkkkkk

Aí eles pegaram os utensílio de casa devolveram a cozinha e disseram que ela os havia doado a casa!!!! É fiquei feliz sim!!!!

Então ,minha impressão é que não tem comida ruim, diferentes línguas, custo de vida, clima... nada supera a diferença cultural o choque entre culturas, todo o resto fica pequeno diante de administrar essa diferença!!!